sábado, 5 de maio de 2012

Novas Regras da Poupança


Jornal Nacional
As mudanças anunciadas pelo governo no rendimento da aplicação financeira mais popular do país provocaram dúvidas. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, fala sobre as mais comuns.
As medidas entraram em vigor nesta sexta-feira (4), mas nada mudou ainda porque a taxa básica de juros, a Selic, continua em 9% ao ano. A nova fórmula de cálculo do rendimento da caderneta de poupança para os novos depósitos só vale quando a Selic for igual ou menor que 8,5%.
Apesar das explicações dadas na quinta-feira (3) no anúncio das medidas, muita gente ficou com dúvidas sobre as novas regras. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, vai ajudar a esclarecer algumas delas.
Jornal Nacional: As medidas já estão valendo, se eu fiz um depósito na minha conta da poupança, que já está aberta, mas a taxa Selic só baixa para 8,5% daqui a três meses, o rendimento desse depósito que eu fiz vai seguir a nova regra a partir de quando?
Guido Mantega: Só depois que houver essa mudança na Selic, ou seja, durante esses três meses, os rendimentos serão idênticos. Na nova conta, você vai ganhar exatamente o que ganha na conta antiga.
O ministro explicou que ninguém terá que abrir uma nova caderneta de poupança por causa das novas regras.
Maria Patricia Sampaio Lopes, professora: Se eu depositar na mesma conta que eu tenho, vai valer a regra nova?
Guido Mantega: Exatamente, se você depositar nesta sexta-feira vale já a nova regra e, portanto, quando a Selic mudar de patamar, se ela mudar, você vai ter a nova regra, onde o rendimento, e é só o rendimento que muda, todo o resto fica igual, o rendimento será 70% da nova Selic.
Anita Gurman, estudante: Como é que vão fazer para separar o dinheiro que estava antes do decreto e o que entra após?
Guido Mantega: Você tem uma conta com duas aplicações, a aplicação antiga e a aplicação nova. Ele vai ter que apresentar um extrato dizendo “aplicação antiga de R$ 10 mil, rendeu R$ 100, a aplicação nova de R$ 1 mil rendeu R$ 10”, por exemplo, e você vai ter o demonstrativo para saber o quanto está ganhando em cada uma delas.
Isamara Felicio, economista: Gostaria de saber se vai haver alguma mudança sobre o saque para eu poder tirar dinheiro da poupança.
Guido Mantega: Você coloca quanto quiser, tira quando quiser, não mudou nada. Se você quiser colocar R$ 1, R$ 2, R$ 5, R$ 20, você pode colocar. Se você quiser tirar a qualquer momento, em qualquer dia, R$ 100, R$ 200, R$ 1 mil, você pode tirar. Não mudou nada. A poupança continuou com a mesma versatilidade que tinha.
Jornal Nacional: Digamos que o aniversário da conta seja dia 15 e a Selic tenha sido reduzida no dia 1°. Como será calculado o rendimento?
Guido Mantega: Será calculado por esses 15 dias. Se você depositou em uma nova conta, você calcula exatamente como faz agora, só que pelo novo rendimento. Por 15 dias você terá o rendimento na nova regra.
Edson da Silva, bancário: Por que mexer na poupança e não em outro investimento, já que a poupança é o porto seguro do brasileiro?
Guido Mantega: É importante que a população saiba que esta mudança que estamos fazendo na poupança vai beneficiar toda a população porque ela permite que os juros da economia caiam, o juro do seu crediário, o juro para comprar a casa própria, o juro para comprar a televisão, geladeira, automóvel. Nós ainda pagamos um juro muito alto no país. Não podemos deixar uma trava que é essa regra antiga da poupança. Por isso fizemos isso para benefício de toda a população brasileira.

domingo, 18 de março de 2012

REVISTA BRASILEIRA DE ADMINISTRAÇÃO - O Administrador do século XXI

Por Tânia Mendes e João Humberto de Azevedo - REVISTA BRASILEIRA DE ADMINISTRAÇÃO


O Administrador do século XXI - Pesquisa nacional mostra os caminhos trilhados pelo Administrador e desvenda o universo dos profissionais da área.

Renda mensal entre três e dez salários mínimos, casado, formado em instituições de ensino superior privadas, com especialização em alguma área de Administração, empregado no setor privado em empresas de grande porte ou órgãos públicos, em posição funcional de gerente ou analista, dedica a maior parte do tempo do trabalho na administração geral ou financeira e realiza, além da atividade principal, serviços de consultoria ou leciona em uma IES: este é o perfil médio do profissional de Administração, identificado na quinta edição da pesquisa nacional “Perfil, Formação, Atuação e Oportunidades de Trabalho do Administrador”, realizada pelo Conselho Federal de Administração (CFA), e com apoio dos Conselhos Regionais de Administração (CRAs) e a Associação Nacional dos Cursos de Graduação em Administração (Angrad), em parceria com Fundação Instituto de Administração (FIA/USP).

“Esta foi uma das maiores pesquisas, se não a maior realizada por meio da internet no Brasil.Em função das tecnologias adotadas, os resultados da Pesquisa 2011 estão publicamente disponíveis no site http://pesquisa.cfa.org. br/grep/ e podem ser acessados por estado, região ou total para cada população pesquisada”, explica o Adm. Fauze Najib Mattar – Coordenador da Pesquisa pela FIA.

Nagib considera que uma pesquisa com essas dimensões exigiu um planejamento, tanto metodológico quanto operacional, bastante meticuloso e, para isso, de muito valeu a experiência acumulada pela FIA e pela equipe da pesquisa com a realização das pesquisas anteriores de 2003 e 2006 para o CFA. “Apesar de sua complexidade, não ocorreu nenhuma dificuldade relevante, pois contamos com importantes cooperações do CFA e dos CRAs na divulgação da pesquisa e no fornecimento dos cadastros de Administradores e Empresas, além da Angrad, na divulgação e fornecimento de listagens de Coordenadores de Cursos de Graduação em Administração no Brasil”, acrescenta.

De acordo com Nagib, a metodologia da pesquisa vem se consolidando a cada edição. “Na verdade, foram realizadas pequenas mudanças na pesquisa de 2011 em relação às anteriores”, diz Fauze Nagib. Ele explica ainda que, além da atualização dos questionários com questões relevantes para o momento atual da profissão de Administrador e da utilização dos mais atualizados recursos de informática e de teleinformação, houve a importante mudança de ponderar os resultados obtidos em cada estado para chegar aos resultados por região e total do Brasil.

Para Nagib, poucos resultados surpreenderam a equipe da pesquisa. “As previsões apresentadas na Pesquisa de 2006 se confirmaram, tanto em relação à formação acadêmica do Administrador, quanto ao seu perfil, atuação profissional mais reconhecida pelos empregadores e oportunidades de trabalho, sempre crescentes diante de outros profissionais”, completa Nagib.

“Apesar da maioria dos administradores que responderam a pesquisa pertencerem ao sexo masculino, o estudo revelou que o número de mulheres graduadas nesta área configurou aumento substancial de 67%, em relação ao primeiro estudo realizado em 1994”, explica o Adm. José Samuel de Miranda Melo Júnior, Coordenador da Pesquisa e Diretor de Formação Profissional do CFA.

O estudo traçou também as características de Coordenadores/ Professores e de Empresários/ Empregadores das áreas de Administração. Os Coordenadores/ Professores têm idade média de 44 anos, são do sexo masculino, casados e têm graduação em Administração em IES privadas. Por outro lado, os Empresários/ Empregadores exercem a presidência ou são proprietários de empresas da área de serviços ou do comércio varejista, com predominância de micro, pequenas empresas (MPMEs). “Esta pesquisa quebrou alguns paradigmas. Por exemplo, esperávamos que grande parte empresários pertencessem conglomerados. Entretanto, estudo apontou um significativo do Administrador atuando nas MPMEs. importante, principalmente redirecionar as matrizes curriculares dos cursos de Administração, que privilegiam questões relacionadas aos megaempreendimentos”, enfatiza o Coordenador.

Como nas edições anteriores, esta pesquisa foi dirigida a três segmentos ou públicos-alvo: administradores, Coordenadores/ Professores e Empresários/Empregadores. De todos os questionários preenchidos, após validação do material, em que foi descartado os incompletos ou que apresentaram outros problemas, foram computados 21.117 respondentes à pesquisa de 2011. “Temos certeza de que o objetivo da pesquisa de reanalisar cenários e identificar tendências para a profissão do Administrador no país foi plenamente alcançado. Afinal, o número de questionários válidos superou em mais de 100% os da última pesquisa realizada em 2006, proporcionando informações que servirão de base para, entre outras coisas, direcionar o planejamento estratégico de instituições que de alguma forma operam na área do profissional de Administração”, comemora o Adm. José Samuel.

Para desenvolver o estudo, os pesquisadores contaram com o apoio de grande número de pessoas e instituições. “É importante ressaltar a colaboração irrestrita das Instituições de Ensino Superior, e as empresas que participaram da fase qualitativa da pesquisa: Ford, Wal-Mart, BR Distribuidora, TAM, Thomas Case e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Administradores, Coordenadores/Professores e Empresários/Empregadores também participaram de entrevistas, reuniões e responderam aos questionários da pesquisa”, como ressalta o presidente do CFA, Adm. Sebastião Luiz de Mello.

Escolha do curso

A formação generalista e abrangente – 25,18% de respostas – foi a principal motivação que influenciou a escolha do curso. O Adm. Mauro Kreuz, presidente da Angrad, acredita que o ecletismo da profissão permite que o Administrador tenha, na graduação, uma sólida e consistente preparação profissional. “Além disso, o curso permite várias especialidades, mediante aprofundamentos específicos, todas muito requeridas pelas organizações públicas e privadas”, acrescenta Kreuz. Ele destaca que, apesar desta disciplina permitir várias linhas de preparação profissional específicas, todas elas se nutrem e se sustentam na mesma ciência, a Administração, única e indivisível. E completa: “Observo que vários programas de graduação na área não desenvolvem suficientemente a dimensão quantitativa, o que gera sequelas profissionais que poderão se transformar em desvantagens competitivas em relação a outros profissionais”.

Por outro lado, existência de um amplo mercado de trabalho – apontada por 20,52% dos entrevistados – foi o segundo motivo da escolha do curso. O Adm.Leandro Vieira, diretor do Portal Administradores e Publisher da Revista Administradores se diz convencido de que esta profissão está cada vez mais em evidência. “É reflexo de diversos fatores, como o fortalecimento da economia, aumento no número de empresas e a relevância do Brasil no cenário mundial. Entretanto, o que mais me anima é que se observa um processo de mudança de mentalidade em nossa sociedade, que tem enxergado cada vez mais a necessidade de uma gestão profissional dos negócios. Isso se reverte em benefícios para todos e muita gente já se deu conta de que o profissional mais completo e mais adequado para cumprir esse papel é o Administrador”, observa.

A elevada e consistente demanda pelo curso e pelo profissional de Administração é sinal claro na busca por uma melhor gestão profissional em todas as dimensões, sejam elas organizacionais, sociais, públicas ou privadas. “A sociedade está indicando, de forma inequívoca, que não suporta mais amadores administrando organizações públicas e privadas”, diz Kreuz e acrescenta que o mercado para profissionais em Administração, nunca esteve tão promissor.

Esta é também a visão do Adm.Eduardo de Souza Ramos, presidente do Conselho de Administração da Mitsubishi Motors do Brasil. Ele acredita que a expansão do mercado de trabalho no país é fator importante na escolha profissional: “Afinal, a economia como um todo vem crescendo rapidamente nos últimos anos, o que proporciona uma grande oferta de trabalho para Administradores”. Uma das opções oferecidas no estudo – a vocação, que na pesquisa de 2006 havia sido preterida no momento de escolher o curso (14,08%, em 2003 e 15,81%, em 2006) – apresentou crescimento significativo e atingiu 18,72%, em 2011. “O tema merece atenção dos responsáveis pela divulgação e disseminação dos conceitos sua importância para as empresas”, destaca Eduardo.

Os profissionais pesquisados, que concluiram o curso presencial nos últimos cinco anos em instituições privadas, avaliam que o curso atendeu satisfatoriamente e completamente às suas expectativas (84,86%) e muito poucos consideraram que não atendeu (0,81%). Grande parte (75,20%) fez especialização, incluindo MBA, ou outra pós-graduação. Segundo o Adm. Leandro Vieira, autor do livro “Seu futuro em Administração, além do diploma e dos conhecimentos técnicos, outras exigências são impostas, atualmente, para que o administrador possa vencer no mercado de trabalho. “Como os estilos de liderança e administração variam de pessoa para pessoa, vou me concentrar em duas características essenciais. Primeiramente, o Administrador deve saber como ninguém transformar o conhecimento em ação. Parece um enunciado simples, mas saber fazer a ponte entre teoria e prática é uma habilidade dificílima de ser desenvolvida, pois é muito fácil perder-se entre tantas teorias e menosprezar a prática, e igualmente fácil desprezar a teoria valorizando apenas a prática. Outra característica fundamental, evidenciada por Peter Drucker, é ser capaz de tomar decisões de maneira eficaz, sabendo concentrar-se naquelas realmente importantes”.

Os cursos de especialização nesta área continuam os preferidos.A pesquisa demonstrou isso: entre os que afirmaram ter concluído outro curso, 54,68% optaram por especialização em Administração. “O registro no CRA é a credencial legal que poderá permitir a inserção do Administrador no mercado de trabalho. Mas serão as efetivas competências que emanam dele que irão permitir a permanência ou não deste profissional neste mercado”, pondera Kreuz.

Renda média

“O leque aberto pela Administração é bastante amplo. Como o mercado está aquecido, todas as áreas relacionadas, como marketing, finanças, gestão de projetos e logística, contam sempre com uma boa demanda. Especializações nessas áreas são sempre uma boa pedida”, considera Leandro Vieira. Na opinião do Adm. Eduardo Ramos, presidente da Mitsubishi, os setores onde existem maior falta de Administradores são as áreas de marketing comercial e logística. A pesquisa de 2011 confirma parte dessa opinião: o somatório das quatro grandes áreas funcionais – administração geral, finanças, vendas e recursos humanos – ultrapassou 58% do total das respostas dos entrevistados.

Por se tratar de um profissional com visão sistêmica da organização, articulador de suas diversas áreas e pronto para o exercício da liderança, formando e motivando pessoas e equipes de trabalho, o Administrador apresenta grande índice de empregabilidade e é um profissional com bom nível de renda individual. De acordo com a pesquisa de 2011, esta renda ficou na faixa entre 3 e 10 salários mínimos (SM). Além disso, ele faz parte da categoria mais promissora no mercado de trabalho brasileiro. “Mas, se considerarmos os pontos médios das faixas e o número de respondentes em cada uma, a renda média apurada foi de 9,75 SM, ou R$5.313,75, considerando o salário mínimo de 2011”, como assinala o Adm. Samuel Melo.

A pesquisa identificou as principais competências desses profissionais: identificação de problemas, formulação e implantação de soluções; habilidades: relacionamento interpessoal, visão do todo e o seu preparo para a liderança; e atitudes: comprometimento, comportamento ético e profissionalismo. Assim, em meio a tantas oportunidades e perspectivas, o desempenho dos administradores tem sido bem avaliado ao longo do tempo, em comparação a outros profissionais. Constata-se que no exercício diário do trabalho, eles têm apresentado desempenho acima dos demais profissionais.

O fator tempo de profissão tem correlação direta com a evolução na carreira, como indica a pesquisa. Assim é que entre os administradores que se graduaram em período anterior a 1969, a posição funcional mais frequente é a de presidente/empresário, seguida de assessoria e de gerência. Leandro Vieira avalia que, além do tempo de experiência, existem outros fatores que contribuem para acelerar a progressão na carreira. “Gosto muito do que os orientais chamam de mente de principiante. Só conseguimos evoluir quando reconhecemos que temos muito ainda a aprender. É o mesmo conselho dado por Steve Jobs em seu famoso discurso stay hungry, ou seja, permaneça faminto. Acredito que somente essa postura abre espaço para o verdadeiro crescimento pessoal e profissional”.

Na avaliação do curso de graduação concluído, a maioria dos administradores afirma que ele atendeu satisfatoriamente às suas expectativas. “Apesar de, na fase qualitativa da pesquisa, por ocasião das reuniões de grupo, ficar claro que os cursos de Administração devem estabelecer uma maior aproximação do mercado, pois possuem uma visão muito acadêmica, administradores reconhecem que eles têm atendido às forma completa satisfatória”, considera o Pesquisa, Adm. Em razão das existentes entre as Instituições Superior (IES) e o demanda o mercado relação ao recém-formado, Coordenadores/ Professores, sugeriram lista de novos conteúdos, sendo desenvolvimento do gestão ambiental e desenvolvimento sustentável, gestão pública, criatividade e inovação, gestão da micro e pequena empresa. Não é sem razão que o tema “desenvolvimento do empreendedorismo” tenha sido sugerido pela maioria dos Coordenadores/ Professores na lista de novos conteúdos. Leandro Vieira
é categórico ao afirmar que esta área é uma boa alternativa para profissionais de Administração. “Sem dúvida, o empreendedorismo não é apenas uma excelente alternativa, mas um importante caminho a ser trilhado para impulsionar o crescimento do país. Entretanto, independentemente de montar um novo negócio ou não, o Administrador deve ser dotado de forte espírito empreendedor. Espero não parecer repetitivo por citar novamente Drucker, mas o ‘pai da Administração moderna’ disse certa vez que tentar dissociar a Administração do empreendedorismo seria o mesmo que dizer que a mão do violinista que dedilha as cordas e a mão que comanda o arco são adversárias ou mutuamente exclusivas”.

Áreas promissoras

O destaque em relação ao mercado de trabalho, segundo a pesquisa, é o setor de serviços, que deverá proporcionar maiores oportunidades de trabalho, principalmente nas áreas de consultoria empresarial, hotelaria e turismo,lazer e entretenimento, saúde e instituições financeiras. Vale ressaltar que a Administração Pública Indireta (35,44%) e a Direta (32,81%) foram eleitas como a segunda área mais promissora para a contratação de administradores. Em terceiro lugar ficou o setor industrial que, na opinião dos Empresários/Empregadores, deverá contratar mais administradores nos próximos anos.

Na pesquisa atual, ao contrário das anteriores, a maioria afirma que para exercer função gerencial, o profissional deve ser graduado em Administração. Os dados da pesquisa mostram uma evolução positiva, nos últimos nove anos, do conceito profissional do Administrador, diante dos desafios do mercado de trabalho e de sucessivas crises financeiras pelas quais passaram ou passam ainda os países e suas empresas. A comparação entre o desempenho do Administrador e de outros profissionais e a opção por contratar esses profissionais justificam o elevado índice dos que preferem o Administrador nas funções gerenciais de suas organizações. Mesmo os Empresários/ Empregadores que admitem o exercício de função gerencial por qualquer outro profissional exigem uma especialização em Administração.

Apesar de apresentar um panorama altamente positivo, a fase qualitativa da pesquisa de 2011 descortinou várias situações que ameaçam a profissão do Administrador. Uma delas é a significativa incidência de profissionais submetidos à realização de atividades aquém de seu nível profissional e com salários aviltados, e outros de quem são solicitados trabalhos de alta complexidade sem a necessária contrapartida pecunária. Além disso, foram declarados indesejáveis casos de disfunções, principalmente pela dificuldade que alguns profissionais enfrentam para conseguir garantir espaços internos e identificar os externos.

Uma preocupação que aparecia em outras pesquisas e permanece nesta é a existência do cargo de Gestor Público no serviço público federal, ocupado por pessoas de qualquer tipo de graduação, realizando atividades próprias do Administrador. Da mesma forma, funcionários dos três níveis de governo, rotulados como “Administradores Públicos”, continuam como um desajuste cultural que incomoda o exercício legal da profissão.

Outro problema detectado na fase qualitativa da pesquisa foi a existência de um distanciamento entre o que ensinam as IES e o que necessita o mercado de trabalho com relação ao profissional recém-formado. Além disso, a pesquisa de 2011 procurou também descobrir informações sobre três temas importantes para o profissional de Administração: metodologias e materiais didáticos; educação a distância (EAD); e projetos de aperfeiçoamento. Com relação às metodologias e materiais didáticos, a evolução foi discreta: os professores continuam dando prioridade às metodologias expositivas combinadas com discussões em grupo, e os materiais didáticos continuam os usuais – livros, texto básico, apostilas. Houve tímida incursão em iniciativas que permitem avanços com a utilização da tecnologia da informação. Em relação aos cursos de EAD, a pesquisa constata a preocupação diante da grande expansão na oferta dos cursos e sua qualidade, tanto por parte dos administradores como dos Coordenadores/Professores.

Mais de 74% dos administradores já participaram de cursos de especialização e, em especial, na área de Administração, o que demonstraa necessidade de complementação do processo de graduação. Além disso, ficou patente que dominar um idioma estrangeiro – principalmente o inglês – confirma a tendência de que se trata de um facilitador para o desempenho de qualquer profissional.

Esta pesquisa demonstrou que o Administrador não pode ficar parado no tempo e precisa se reciclar sempre. Para isso, Kreuz sugere: “Ter um projeto de vida profissional bem elaborado e com fundamentos estratégicos e buscar, de forma focada, determinada, organizada e disciplinada a sua autonomia intelectual, mediante programas de preparação profissional continuada, seja numa perspectiva vertical ou horizontal do conhecimento vinculado à Administração”.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

BANCO DO BRASIL

Banco do Brasil tem lucro recorde de R$ 12,1 bilhões em 2011

Carteira de Crédito Ampliada cresce 20% no ano

O Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 12,1 bilhões em 2011, crescimento de 3,6% em relação a 2010. Esse desempenho corresponde a retorno anualizado sobre o patrimônio líquido (RSPL) de 22,4%. O resultado recorrente alcançou R$ 11,8 bilhões, evolução de 10,2% sobre 2010.

A remuneração aos acionistas no ano somou R$ 4,9 bilhões equivalentes a 40% do lucro líquido(payout), sendo R$ 3,1 bilhões na forma de juros sobre capital próprio (JCP) e R$ 1,8 bilhão em dividendos.

BB mantém liderança em ativos: R$ 981,2 bilhões

O Banco do Brasil alcançou R$ 981,2 bilhões em ativos totais ao final de dezembro, evolução de 21,0% em relação a dezembro de 2010 e de 3,3% sobre o final do trimestre anterior, confirmando sua posição de maior banco da América Latina em ativos totais.

Crédito impulsiona as receitas financeiras

As receitas de intermediação financeira, impulsionadas pelo desempenho dos negócios
totalizaram R$ 102,9 bilhões no ano, 27,9% superior ao ano anterior. Desse total, destaque para as receitas provenientes das operações de crédito que somaram R$ 64,5 bilhões, ante aos R$ 53,4 bilhões registrados em 2010, com expansão de 20,7%.

Carteira de crédito atinge R$ 465,1 bilhões

A carteira de crédito em conceito ampliado, que inclui garantias prestadas e os títulos e valores mobiliários privados, atingiu R$ 465,1 bilhões em 2011, evolução de 19,8% em 12 meses. A expansão da carteira de crédito decorreu principalmente do crescimento das concessões para financiamento ao consumo, micro e pequenas empresas, agronegócio e o crédito no exterior.

Crédito à Pessoa Física supera a marca de R$ 130,5 bilhões

O crédito às pessoas físicas superou R$ 130,5 bilhões ao final de 2011, incremento de 15,5% em um ano e de 3,8% sobre setembro de 2011. Destaque para o crédito consignado que atingiu R$ 51,2 bilhões, expansão de 13,9% em 12 meses que garantiu ao Banco do Brasil a liderança com 32,3% de participação de mercado.

Crédito às empresas cresce 19,2% e chega a R$ 210,2 bilhões

No segmento de pessoas jurídicas, a carteira de crédito evoluiu 19,2% em 12 meses e 5,6% sobre setembro de 2011, totalizando R$ 210,2 bilhões em dezembro de 2011. Destaque para a linha de investimento, que evoluiu 18,2% em 12 meses, registrando saldo de R$ 39,1 bilhões.

Os desembolsos destinados a investimentos alcançaram R$ 33,8 bilhões em 2011, evolução de 63,2% em 12 meses, distribuídos principalmente nas linhas Finame (R$ 9,3 bilhões), BNDES (R$ 9,0 bilhões), FCO (R$ 4,5 bilhões) e Pronaf (R$ 4,2 bilhões).

Crédito Imobiliário do Banco do Brasil ultrapassa R$ 7,6 bilhões

A carteira de crédito imobiliário do Banco do Brasil ultrapassou a marca dos R$ 7,6 bilhões. Esse número representa incremento de 122,9% em 2011.

O volume de negócios com pessoas jurídicas aumentou 237,3% de janeiro até dezembro 2011, chegando a R$ 1,6 bi. Com pessoas físicas, foram mais de 22,7 mil operações realizadas em 12 meses, totalizando a carteira de R$ 6,0 bilhões.

O BB encerra 2011 com 36 mil unidades habitacionais envolvidas nas diferentes fases do processo de financiamento à produção do Programa Minha Casa Minha Vida. A previsão é de que sejam financiadas 97 mil unidades habitacionais em 2012.

Crédito à MPE atinge R$ 68,1 bilhões

O crédito à Micro e Pequenas Empresas registrou expansão de 19,5% em 12 meses e 9,2% em relação a setembro de 2011, com saldo de R$ 68,1 bilhões. Destaque para a elevação de 11,6% no trimestre das operações de BB Giro Empresa Flex, com saldo de R$ 14,0 bilhões.

As operações de investimentos às micro e pequenas empresas alcançaram R$ 18,4 bilhões, evolução de 25,1% em 12 meses, destaque para a linha Cartão BNDES, que atingiu R$ 6,0 bilhões, correspondendo a 86,6% de crescimento em relação a dezembro de 2010.

O BB utilizou amplamente o Fundo de Garantia de Operações (FGO) para permitir maior acesso ao crédito para MPE, reduzir o custo para o tomador final e ampliar o volume da carteira. Ao final de 2011, havia 428,6 mil operações formalizadas com cobertura do FGO, totalizando R$ 9,8 bilhões.

Maior financiador do agronegócio: carteira ultrapassa R$ 89,4 bilhões

O saldo da carteira de crédito do agronegócio atingiu R$ 89,4 bilhões, aumento de 18,0% em 12 meses, o que corresponde a 63,1% de todo o crédito bancário ao agronegócio no País.

Na safra 2011/2012, foram desembolsados até dezembro/2011 R$ 26,4 bilhões em crédito rural, registrando crescimento de 19,4% em relação ao mesmo período na safra anterior. Desse total, R$ 5,5 bilhões foram destinados à agricultura familiar e R$ 20,9 bilhões à agricultura empresarial, apresentando incremento de 6,9% e 23,2% em relação à safra 2010/2011, respectivamente.

O total de operações de custeio agrícola contratadas nesta safra atingiu R$ 10,1 bilhões. Deste montante, 56,8% das operações utilizaram mitigadores de riscos, sendo 51,1% com seguro agrícola ou Proagro, 3,4% com proteção de preço e 2,3% com seguro faturamento.

BB tem participação recorde no comércio exterior

O BB permanece na liderança do mercado de câmbio exportação e importação, com participações de mercado de 29,3% e 22,2% e volumes de US$ 76,4 bilhões e US$ 45,6 bilhões, respectivamente.

As operações de Adiantamento sobre Contratos de Câmbio/Cambiais Entregues - ACC/ACE
encerraram o ano com desembolsos de US$ 17,4 bilhões, o que mantém o BB como líder
absoluto de mercado com market share de 33,7%.

Liderança nos repasses do BNDES

O Banco do Brasil alcançou em 2011 R$ 18,1 bilhões em repasses globais do sistema BNDES, com 21,5%, mantendo pelo quarto ano consecutivo a liderança nesse quesito. O cartão BNDES, produto em que o BB detém liderança (valores desembolsados, quantidade de cartões, e quantidade de transações), registrou a marca de R$ 10,6 bilhões liberados desde o início de sua comercialização, com 66% dos cartões emitidos no mercado.

Inadimplência permanece com índices inferiores ao do SFN

Em dezembro, os índices de inadimplência do BB mantiveram-se abaixo do observado no SFN.
As operações vencidas há mais de 90 dias atingiram 2,1% da carteira de crédito, melhora de 20 pontos base em relação a dezembro de 2010, enquanto o SFN registrou índice de inadimplência de 3,6%.

O Banco do Brasil manteve também a prudência e a postura conservadora na gestão do risco do crédito. O risco médio registrado pelo BB foi 4,1%, menor que o registrado no ano anterior (4,3%), e abaixo do registrado no SFN (5,7%).

Em linha com a melhora observada na qualidade da carteira, as despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PCLD), registraram evolução de 10,8% em relação a 2010, ante crescimento de 18,0% da carteira de crédito classificada.

Captações totais alcançaram R$ 637,6 bilhões

A base de 56 milhões de clientes, aliada à rede de 57 mil pontos de atendimento, permitiu que o BB ampliasse sua base de recursos captados, mantendo liderança no Sistema Financeiro Nacional.

O BB registrou R$ 637,6 bilhões em captações totais no final de 2011, evolução de 22,8% em relação a 2010. Em depósitos, o BB captou R$ 442,4 bilhões, volume 17,4% superior ao ano de 2010. Em captações no mercado aberto, o montante foi de R$ 195,2 bilhões no período.

Liderança em administração de recursos de terceiros

Maior administrador de recursos de terceiros, o Banco do Brasil, por meio da BB DTVM, alcançou R$ 415,8 bilhões em recursos administrados, com crescimento de 15,4% em 12 meses e 21,6% de participação no mercado, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais – Anbima.

Na visão consolidada, incluindo os 50% dos recursos administrados pelo Banco Votorantim, por meio da Votorantim Asset Management - VAM, o BB administra R$ 430,9 bilhões, equivalentes a 22,4% do mercado de administração de recursos de terceiros.

Emissões no Exterior atingem US$ 8,1 bilhões

O Banco do Brasil efetuou no quarto trimestre de 2011 emissão de US$ 500 milhões em Senior Notes no mercado norte-americano. A operação possui um dos menores custos já registrados no mercado brasileiro, o que mostra a confiança do investidor internacional na Instituição.
Ao final de 2011, o saldo das captações externas alcançou US$ 34,6 bilhões, variação de US$ 9,2 bilhões ou 36,4% em relação a 2010.

BB confirma solidez no mercado de cartões

Os negócios com cartões encerraram 2011 com R$ 138,8 bilhões em faturamento, crescimento de 23,8% em relação ao ano anterior, participação de mercado de 20,8% e uma base de 83,6 milhões de cartões de crédito e débito emitidos.

No ano, o BB emitiu mais de 67,5 mil cartões da Bandeira Elo sendo que em dezembro de 2011 havia mais de 1,2 milhão de estabelecimentos credenciados.

Crescem as receitas com seguros, previdência e capitalização

Em 2011, os negócios com seguros, previdência aberta e capitalização agregaram ao Banco do Brasil R$ 1,6 bilhão, entre equivalência patrimonial e receitas de serviços, incremento de 18,5% sobre 2010.

As vendas dos produtos de seguridade no ano de 2011 alcançaram faturamento de R$ 22,1
bilhões. Desse montante, R$ 11,7 bilhões foram referentes à Previdência, R$ 3,3 bilhões de Capitalização e R$ 7,0 bilhões de Seguros. Por meio da parceria com o Grupo Mapfre, o BB permaneceu líder em prêmios do ramo de seguros de pessoas e ocupa a 2ª posição no ranking de receitas com seguros de automóveis, com 16,0% do mercado nacional. No ramo de previdência, o Banco do Brasil registrou arrecadação de R$ 10,4 bilhões em 2011, crescimento de 23,9% em comparação a 2010, correspondendo a 22,3% de participação do mercado, conferindo-lhe a 3ª posição. Quanto ao segmento de capitalização, o Banco do Brasil registrou R$ 3,3 bilhões em receitas e R$ 4,9 bilhões em provisões, posicionando-se em 1º lugar em ambos os quesitos.
(Fonte: Susep).

BB amplia a Eficiência Operacional

As Despesas Administrativas registraram ao final do exercício o montante de R$ 24,7 bilhões, crescimento de 9,7% quando comparado ao ano anterior. A evolução está em consonância com reajustes contratuais pactuados e com o crescimento orgânico das operações.
A ampliação das receitas operacionais, o controle das despesas administrativas e os ganhos de sinergia provenientes da integração de aquisições proporcionaram melhoria no índice de eficiência (quanto menor melhor) que apresentou redução de 51 pontos base em 12 meses, registrando 42,1% ao final de 2011.

Crescimento não compromete índice de capitalização

O índice de capital (K) do Banco do Brasil encerrou dezembro de 2011 em 14,0%. O indicador permite a expansão de até R$ 156 bilhões em ativos de crédito, considerando a ponderação de 100%. Em janeiro de 2012 foi realizada emissão externa para captação de Bônus Perpétuo no valor de US$ 1 bilhão. O BB aguarda autorização do Banco Central para classificar o recurso como capital Nível 1, o que elevaria o Índice de Basileia registrado em dezembro para 14,3%.

BB intensifica sua atuação internacional

Banco brasileiro de maior presença no mercado mundial, com 49 dependências em 23 países, o Banco do Brasil tem intensificado sua atuação internacional nos últimos anos.

Em dezembro de 2011 o BB obteve aprovação do Federal Reserve Bank – FED para a compra da totalidade das ações do banco norte-americano EuroBank. Com isso, em janeiro de 2012, foi concluída a operação, que permite a atuação no mercado de varejo dos Estados Unidos.
Com o objetivo de atrair mais investidores no mercado asiático, o BB anunciou em 2011 que vai inaugurar, em 2012, uma nova BB Securities em Cingapura. Atualmente a região representa 5% dos compradores dos títulos colocados pelo Banco no exterior.

Microcrédito Produtivo Orientado alcança R$ 142,3 milhões em 2011

O Banco do Brasil, em sua atuação no Microcrédito Produtivo Orientado – MPO, alcançou o valor de R$ 142,3 milhões de saldo, com mais de 36,3 mil operações contratadas por cerca de 34,9 mil empreendedores de todo o País.

A estratégia de atuação do Banco no MPO está alinhada ao Crescer – Programa Nacional de Microcrédito do Governo Federal e contribui para a erradicação da extrema pobreza, em sintonia com o Plano Brasil sem Miséria.

Comunidade da Rocinha ganha agência do BB

O Banco do Brasil inaugurou, em dezembro de 2011, sua agência na Comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro. A nova agência é parte da estratégia do BB de expansão da rede para áreas desassistidas de atendimento, proporcionando bancarização, inclusão social e educação financeira.

BB e Correios comemoram sucesso da operação do Banco Postal

Banco do Brasil e Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos firmaram, em julho de 2011, contrato para prestação de serviços de correspondente bancário por meio do Banco Postal. As duas empresas iniciaram a operacionalização da parceria em janeiro de 2012, quando mais de 6 mil pontos de atendimento dos Correios passaram a atuar como correspondentes BB, ampliando a presença do Banco do Brasil para 96,4% dos municípios do País.

Em um mês de operação, foram abertas 142,3 mil novas contas e realizadas 6,8 milhões de transações, entre saques, depósitos e pagamentos de contas.


Fonte: Assessoria de Imprensa Banco do Brasil

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

BB REDUZ TAXAS DE JUROS PELA QUARTA VEZ NO SEMESTRE

O Banco do Brasil anunciou hoje, dia 30, mais uma redução de suas taxas de juros praticadas em linhas de crédito destinadas a pessoas físicas e jurídicas. A redução está em linha com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a Selic em 0,50 ponto percentual.

É a quarta redução de taxas que o BB promove desde julho deste ano, acompanhando as três últimas reuniões do Copom e a Circular 3.563, divulgada no último dia 11, pelo Banco Central, e que alterou as medidas macroprudenciais.

As novas taxas do BB entram em vigor a partir de amanhã, dia 1º. O Banco do Brasil reafirma que suas taxas estão entre as menores do sistema financeiro e que manterá as revisões dos juros em consonância com os ajustes decididos pelo Copom.

Veja abaixo algumas taxas reduzidas pelo BB:

PESSOA FÍSICA

BB Crédito Benefício
2,35%

BB Crédito Automático
5,27%

BB Crédito 13º Salário
4,47%


PESSOA JURÍDICA

BB Giro 13º Salário
1,35%

BB Giro APL
1,66%

BB Giro Saúde
1,66%

BB Capital de Giro Mix Pasep
2,21%

* % ao mês

Copom reduz a taxa Selic para 11% ao ano Copom reduz a taxa Selic para 11% ao ano

Dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 11,00% a.a., sem viés.

O Copom entende que, ao tempestivamente mitigar os efeitos vindos de um ambiente global mais restritivo, um ajuste moderado no nível da taxa básica é consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

BB ultrapassa R$ 80 milhões no Microcrédito Produtivo Orientado

Em dois meses de atuação no Microcrédito Produtivo Orientado, o Banco do Brasil efetivou cerca de 20 mil operações

Após dois meses de operação, a linha de financiamento para microcrédito produtivo orientado do Banco do Brasil registrou 20.256 operações no país, com desembolso de R$ 81,7 milhões. São cerca de R$ 2,8 milhões liberados diariamente. A expectativa do Banco do Brasil é superar a meta de R$ 111 milhões em liberações até o final do ano.

Além de promover inclusão bancária, o MPO tem como objetivo a geração de trabalho e renda para empreendedores de atividades produtivas de pequeno porte. Microempreendedores informais, empreendedores individuais e microempresas com faturamento bruto anual de até R$ 120 mil fazem parte do público-alvo. O prazo é de até 36 meses, com taxa de juros de 0,64% a.m. e tarifa de abertura de crédito de 1% sobre o valor da operação. Não há incidência de IOF.

O Banco do Brasil vem atuando em todo país por meio de sua rede de agências e já conta com mais de quatro mil funcionários capacitados para atender e orientar os empreendedores.

Exemplos de Sucesso no MPO

* Costureira há 22 anos no município de Passos, Minas Gerais, a cliente Maria Inêz Godinho trabalhava em uma máquina de costura alugada, pagando R$ 50,00 ao mês. No dia em que o BB começou a atuar com microcrédito produtivo orientado, Maria Inêz, após receber a visita do funcionário do banco, contratou uma operação de MPO e adquiriu uma máquina nova, com prestação de R$ 41,76.

* A cliente Angelina de Sousa Carvalho Oliveira, empresária individual (PJ) na Barra do Piraí, Rio de Janeiro, atua no comércio varejista de vestuário há cinco anos e decidiu formalizar seu negócio há pouco mais de um ano. Com o MPO, ela comprou mercadorias para revenda e melhorou o ambiente da sua loja.
Depoimento de Angelina: “Atualmente, a empresa tem a necessidade de melhorar sua estrutura, com um balcão novo, bebedouro e ventilador, para oferecer ambiente mais confortável aos clientes. O recurso do Microcrédito Produtivo Orientado vem contribuir para darmos esse novo passo. Agora, poderei comprar à vista e reduzir os custos com capital de giro, principalmente com o aumento de vendas esperado para o fim do ano”.

Sobre o Programa CRESCER

Em agosto de 2011, o Governo Federal lançou o CRESCER – Programa Nacional de Microcrédito, com o objetivo de promover a inclusão bancária e incentivar a geração de emprego e renda. O diferencial do CRESCER em comparação às linhas de crédito tradicionais consiste no relacionamento direto com os empreendedores no local onde é realizada a atividade econômica, com atendimento por pessoas treinadas, orientação e avaliação da atividade e da capacidade de endividamento do tomador.

Fonte: Assessoria de Imprensa BB